Os desafios de trabalhar com amigos/familiares

Trabalhar com amigos ou familiares apresenta desafios que exigem ponderação e clarificação de papéis e objectivos. Se é o seu caso, veja as nossas dicas para que a relação profissional corra bem.

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O(a) seu(sua) melhor amigo(a) pediu-lhe trabalho, mas está um pouco indeciso(a) quanto a aceitar. Nós compreendemos. Trabalhar com familiares e amigos nem sempre é pêra doce. A confiança e a ligação emocional interferem, muitas vezes, nas decisões tomadas, podendo resultar em conflitos, destruição de vínculos ou incapacidade de cooperação.

Isto não significa que seja impossível trabalhar com amigos e familiares. No entanto, é necessário separar as relações profissionais das pessoais. Se se identifica com esta situação, leia o artigo para aprender a gerir.

Em primeiro lugar, será que o seu amigo/familiar é o melhor candidato?

Não raras vezes acabamos por receber amigos ou familiares na nossa equipa mais por favor do que pelas competências. Para evitar desilusões ou dissabores futuros, é necessário ponderar se a pessoa que queremos ajudar é, de facto, um recurso essencial à equipa.

A pessoa em questão pode ser excelente profissional, mas não estar alinhada com a cultura da marca/empresa ou não reunir as características necessárias para o desempenho das funções.

Ao assumir o risco de integrar a pessoa na equipa, pode estar a colocar em causa a sua posição perante a equipa. Em primeiro lugar, podem achar que está a privilegiar um(a) amigo(a)/familiar. Em segundo lugar, caso a pessoa não se integre na equipa, desmotivação, conversas paralelas e outros potenciadores de conflito podem prejudicar a coesão da equipa.

Por isso, reflicta com cuidado antes de recomendar ou contratar algum(a) amigo(a) ou familiar para trabalhar consigo.

Dica

Ponha o seu amigo/familiar à prova. Por exemplo, faça uma entrevista tendo por base as suas competências, como capacidade de solução de problemas, liderança ou de trabalho em equipa. Coloque perguntas concretas seguindo a técnica STAR (Situação, Tarefa, Acção, Resultado).

Por exemplo:

  • Situação: “Já alguma vez teve de resolver um problema grave com o negócio?”
  • Tarefa: “O que estava ao seu alcance para resolver o problema?”
  • Acção:”O que fez para resolver o problema?”
  • Resultados: “O que ganhou com a resolução do problema?”

Defina papéis e objectivos concretos

Independentemente de ser o seu melhor amigo ou o seu irmão, o local de trabalho pode obviamente ter os seus momentos lúdicos, mas não é um local de recreio. Deixe bem claro qual será a natureza da relação profissional entre ambos e o que é expectável do desempenho da pessoa contratada.

É importante acentuar que qualquer decisão tomada será sempre em prol do negócio, não tendo por base nenhum peso emocional para evitar mal-entendidos. Esclareça que é muito provável que estejam em desacordo em alguns assuntos e decisões, mas que isso em nada irá afectar a relação pessoal entre ambos.

Não esconda a natureza da relação à sua equipa

Seja honesto(a) e assuma perante a equipa que a pessoa contratada é sua amiga ou familiar. Mantenha a porta aberta para o diálogo com os membros da sua equipa, deixe-os ter a abertura para falar sobre o(a) seu(sua) amigo(a) ou familiar sem reservas ou medo de represálias. 

Se já gere ou faz parte de uma equipa, sabe que construir uma boa relação baseada na confiança demora tempo e exige dedicação. Ao incluir uma pessoa que lhe é próxima não pode, em momento algum, abalar a relação cimentada com os restantes membros da equipa. O(a) novo(a) colega deve ser uma adição positiva, e não deve ser tratado(a) de maneira diferente – nem melhor, nem pior. 

Poderá haver a tendência para sermos demasiado exigentes com amigos e familiares, com o intuito de mostrar à restante equipa que não damos abébias só por se tratar de alguém que nos é próximo. O ideal é ser o mais possível imparcial.

Promova o diálogo

Dar feedback constante ao familiar/amigo(a) é uma boa forma de o ajudar a integrar-se, a conhecer a dinâmica e cultura da marca e a aprender o seu papel. É também uma forma de o(a) motivar e valorizar.

Isto porque, mesmo que o feedback seja negativo, o diálogo tem sempre o objectivo de se chegar a uma solução. Apesar de ser difícil dizer a um(a) amigo(a) ou familiar que tomou uma decisão errada que causou prejuízo, essa conversa não deve ser evitada. 

Em nenhuma circunstância desculpe/ignore erros ou mau comportamento de um(a) amigo(a) ou familiar por causa do medo de estragar a relação. A sua equipa não vai gostar da diferença de tratamento e perderá a confiança e respeito por si. Ao responsabilizar a pessoa em questão, está a valorizá-la, a dizer-lhe que confia nela e que há margem para aprender com o erro – assim como faria com outro membro da sua equipa.

Em todo o caso, lembre-se: manter boas amizades e relações é mais importante do que estragá-las com negócios. Pondere bem! 

Se trabalha com familiares ou amigos, conte-nos a sua experiência! Deixe o seu comentário ao artigo. Estamos curiosos!

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