Como “ser feliz”?

“Ser feliz” é um desejo transversal a todos os seres humanos, embora nem todos sintam que conseguem atingir esse objectivo. Muitos nem sabem bem o que é isso de “felicidade”, embora a sua demanda seja quase obsessiva, passando pela leitura de livros de auto-ajuda, a adesão a actividades físicas ou lúdicas, entre muitos outros.

Há quem defenda que é impossível atingir a “felicidade” na sua plenitude, e que devemos antes concentrar os nossos esforços em aproveitar a vida e tentar transformá-la em momentos felizes.

Tendo isto em mente, a psicóloga Vanessa King desenvolveu um modelo que ajuda a tornar a nossa existência mais feliz. O modelo chama-se GREAT DREAM e é uma acrónimo para as 10 directivas essenciais:

Giving (Dar)
Relating (Relacionar-se)
Exercising (Exercitar)
Awareness (Consciência)
Trying Out (Experimentar)
Direction (Ter objectivos)
Resilience (Resiliência)
Emotions (Emoções): being positive and emotionally intelligent.
Acceptance (Aceitação): being comfortable with who you are.
Meaning (Significado): connecting your work with a higher purpose.

Dar (Giving)

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Fazer algo pelos outros é um acto aparentemente insignificante, mas tem um incrível impacto não só em quem recebe, mas sobretudo em quem dá. A doação pode assumir várias formas, desde ajuda descomprometida, voluntariado ou realizar um donativo.

Por exemplo, dar dinheiro para caridade faz os doadores sentirem-se bem com eles próprios, de acordo com um estudo de 2008 de Michael Norton, professor na Harvard Business School.

O voluntariado tem, também, benefícios para a saúde. Doug Oman da Universidade de Berkeley descobriu, num estudo feito em 1999, que as pessoas idosas voluntárias em duas ou mais instituições diminuíam em 44% a probabilidade de morrer nos 5 anos seguintes em comparação com os idosos que não se dedicavam a nenhum actividade de voluntariado, independentemente dos seus hábitos e vícios. Pessoas com doenças crónicas, HIV ou esclerose múltipla também apresentaram melhorias perante a prática de acções de voluntariado.

A explicação, segundo os investigadores, pode prender-se com a redução de stress provocada pelo voluntariado. Ao dedicar-nos aos outros, o nosso cérebro liberta oxitocina, uma hormona que induz a sentimentos de euforia e felicidade.

Relacionar-se

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Sendo seres sociais, uma interacção saudável com as outras pessoas é muito importante para o nosso bem-estar e paz de espírito. A ligação emocional com as outras pessoas é fundamental para manter ambientes equilibrados e, sobretudo, entender as dores e ambições das outras pessoas.

Para manter relações de qualidade, temos de estar atentos aos sinais físicos das outras pessoas e promover uma escuta activa. Sobretudo se trabalhamos numa empresa, é quase impossível ignorar a heterogeneidade das equipas.

Nesse sentido, o psicólogo e filósofo Edward de Bono desenhou uma ferramenta de comunicação para discussões de grupo e pensamento individual, que envolve seis chapéus coloridos: “Seis Chapéus do Pensamento“. Cada chapéu remete para um estado emocional e subsequente linha de pensamento, sendo excelentes bengalas na apresentação, análise e tomada de decisões. É uma ferramenta eficaz para contornar conflitos e quebrar constrangimentos que fazem com que as ideias e a criatividade fiquem na gaveta.

Todos os chapéus representam formas de estar e pensar específicas e ajudam-nos a lidar com pessoas com perfis idênticos. Os chapéus são os seguintes:

Chapéu Branco
Foco na informação e factos apresentados, de forma pragmática.

Chapéu Vermelho
Relacionado com instinto e emoções que uma ideia/decisão desperta.

Chapéu Preto
Análise da decisão de forma a identificar pontos negativos (e eliminá-los).

Chapéu Amarelo
O oposto do Preto. A avaliação da decisão é feito de forma positiva e optimista.

Chapéu Verde
Sugestão de soluções criativas, sem medos de críticas. Incentiva-se o arrojo na apresentação de ideias.

Chapéu Azul
Associado à gestão e monitorização do processo de tomada de decisão. É o chapéu associado a trazer as ideias a bom porto quando a discussão começa a dispersar.

Reconhece algum destes perfis nos seus colegas? Perceba como pensam para poder ajudá-los a tomar a decisão certa – e a que fiquem todos satisfeitos com o resultado final.

Exercitar

Pouco há a acrescentar sobre os benefícios do exercício físico. É um poderoso anti-stress que aumenta o bem-estar, a resistência e melhora a saúde.

Vê dicas de exercícios para aliviares a tua rotina laboral.

 

Consciência (Awareness)

Finding inspiration

Provavelmente já lhe aconteceu acordar a meio da noite ansioso porque está a atravessar uma fase mais stressante da sua vida.

Para evitar que a incerteza do futuro lhe tire o sono, pode dedicar-se à meditação. O objectivo é estar consciente das circunstâncias da sua vida (boas e más) e encará-las com o devido distanciamento. Esse estado de consciência é muito requisitado no Budismo, por exemplo, e transmite a tranquilidade necessária para se sentir bem.

Muitas pessoas não querem perder tempo a tomar consciência, nem a reflectir sobre a sua vida, por medo da angústia ou do sofrimento. No entanto, a reflexão descomplexifica problemas, que muitas vezes têm soluções simples e rápidas. A meditação reduz a produção de cortisol, a chamada “hormona do stress”, o que nos ajuda a reequilibrar as emoções. Dessa forma, focamos-nos no nosso auto-desenvolvimento, porque deixamos de estar tão absortos em problemas sem solução.

Experimentar (Trying out)

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Nada mais eficaz para a auto-estima do que aprender, procurar novas experiências e estimular constantemente a criatividade. Outras vantagens indiscutíveis de experimentar coisas novas:

  • ajuda-nos a superar medos
  • ajuda-nos a tomar consciência das nossas capacidades e limitações e a conhecer-nos a nós próprios
  • ajuda-nos a ficar mais atractivos aos olhos de recrutadores (experiência traz visões diferentes e criativas)

Somos feitos de histórias, enriqueça a sua!

Ter objectivos (Direction)

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Estabelecer um plano a curto ou médio prazo parece absurdo para muita gente. Não é. Os seus objectivos de vida são como um mapa que o direccionam no trilho certo.

Todas as pessoas bem-sucedidas trabalharam com o objectivo de alcançar (e manter) o sucesso. Para isso é necessário definir objectivos concretos. Mesmo que defina objectivos difíceis, o colocar-se à prova é um passo importante no auto-desenvolvimento, e ajuda-o a superar a inércia, receios de fracasso e sair da caixa.

Ter objectivos:

  • mantém-nos focados
  • motiva-nos
  • ajuda-nos a medir progressos
  • combate a procrastinação

Em última instância, ao atingir objectivos sentimos-nos mais completos, capazes e, claro, vencedores.

Resiliência

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A resiliência é a capacidade de recuperar perante reveses. Ao contrário do que a maioria pensa, não é uma característica inata, mas uma habilidade que pode ser aprendida.

Segundo a psicóloga Susan Kobasa, a capacidade de resiliência passa por:

  • encarar dificuldades como desafios e falhanços como oportunidade de crescimento
  • estar comprometido com objectivos e valores concretos que são motivação suficiente para continuar a tentar
  • ter auto-controlo, abdicando de chorar sobre leite derramado, antes mantendo o espírito positivo

Falhar é consequência directa de tentar. Quem nunca falhou, nunca sequer experimentou. As pessoas bem-sucedidas pegam dos fracassos, analisam-nos para perceber onde falharam e voltam a tentar.

Lê mais sobre o poder da resiliência.

 

Emoções

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Nossas grandes companheiras de viagem, as emoções estão presentes em tudo o que fazemos, ouvimos e percepcionamos. São positivas ou negativas e manifestam-se através de choro, riso, gritos, silêncio, entre outros. Para nosso benefício, devemos aprender a gerir as emoções – mesmos as mais difíceis – de forma inteligente, atenuando emoções passíveis de gerar conflito.

Aceitação

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Uma das principais causas da nossa angústia é não corresponder às expectativas da sociedade. Ou porque não nos encaixamos nos padrões de beleza em vigor, ou porque temos menos aptidões sociais por sermos introvertidos, parece que estamos sempre insatisfeitos com alguma coisa.

Para sermos aceites pelos outros, temos de nos aceitar primeiro. Aceitar-nos implica compreender que não somos – nem temos de ser – perfeitos. Sugerimos que crie uma lista de todas as coisas que gosta em si versus todas as coisas que mudaria em si. Analise depois a lista e, a partir dela, ganhe maior consciência do que pode mudar em si e do que deve valorizar em si.

A auto-aceitação é uma atitude e é muito atractiva. Independentemente do seu corpo e imperfeições de carácter, confie em si mesmo e mostre aos outros que é confiante e seguro de si.

Significado (Meaning)

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A grande questão filosófica da existência humana – qual é o significado da vida?

É uma questão que atormenta muita gente, sobretudo porque desde pequenos somos ensinados a viver consoante um padrão linear de vida: ir para a escola, começar a trabalhar, casar, ter filhos, ter netos. Se falhamos algum destes marcos de vida, entramos em stress, achando que a nossa vida não teve significado.

O mundo está a mudar e as oportunidades são infindáveis. Percursos de vida lineares estão a fazer cada vez menos sentido. Para nos orientarmos ao longo da vida, na busca de significado, há três questões que nos mantêm os pés no chão:

#1: O que é importante para mim?

#2: Em que é que sou verdadeiramente bom?

#3: Qual é o meu potencial?

Responda a estas questões e defina um plano de vida. Sem pressões. O seu percurso não tem de ser igual aos outros, antes deve ser único.

Está preparado(a) para ser feliz?

Encontre o Guru que vai mudar a sua vida.

 

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