SUPERAR O MEDO DAS CÂMARAS

Estar em frente às câmaras é um receio comum a muita gente, inclusive profissionais da área de comunicação ou modelos fotográficos. Um interessante estudo realizado em parceria entre a psicóloga britânica Anna Rowley e o fotógrafo de celebridades nova-iorquino Peter Hurley demonstra que o incómodo de estar em frente à câmara está intimamente ligado à aceitação de nós mesmos, algo ao qual a psicóloga chama de “crítica interna”.

Ela caracteriza-se pela rapidez com que avaliamos o nosso aspecto perante a câmara:

“Que horror, o meu nariz está gigante!”

“Isto é a minha voz? Não parece nada, soa mesmo irritante.”

“Pareço mais gordo(a), nem pensar que vais publicar isso.”

“Não estou nada natural a falar…”

Ao focar-nos demasiado na impressão que vamos causar na audiência, acabamos por afectar o nosso próprio discurso e transmissão de ideias. Algumas pessoas bloqueiam em frente às câmaras, gaguejam e atrapalham-se com a fala, deixando transparecer todas as suas inseguranças, gesticulando demasiado ou socorrendo-se de bengalas verbais em demasia (como, por exemplo, “tipo”, “evidentemente”, “okay”, “estão a ver?”, entre muitas outras).

Vários motivos despertam o desconforto perante as câmaras. Entre os quais contam-se:

  • falta de confiança (aparência, voz, postura);
  • timidez;
  • não conhecer bem a ferramenta que se está a utilizar.

Para que o medo das câmeras não te faça perder a oportunidade de ter um negócio online e facilitar a tua vida, a VEEDEEO Guru deixa uma lista de dicas para que venças este problema.

1. Simplicidade acima de tudo

Criar conceitos complexos por vezes complica todo o processo e aumenta o stress perante as câmeras. O que vestir? Onde colocar piadas certeiras? Como manter o meu discurso sempre interessante para evitar que o cliente boceje? Não são necessários grandes malabarismos, confetis ou cenários carnavalescos. Por vezes o segredo reside na simplicidade. Uma sala com uma luz o mais natural possível e uma roupa sóbria e de cores neutras podem ser suficientes. O cliente não está propriamente à procura de uma experiência única e imersiva, antes de informação, aconselhamento ou terapia, e qualquer ruído provocado por um fundo cheio de tralha, uma luz fraca e cheia de sombras ou cores muito berrantes pode ser o suficiente para dispersar a atenção do cliente.

2. Tudo melhora com a prática

Desistir só porque a primeira consulta online foi um fiasco é fechar as portas a futuras consultas muito bem-sucedidas. Enumera alguém neste mundo que tenha sido um sucesso à primeira e seja consistente desde então? Para se aperfeiçoar é preciso errar; só com os erros é que percebemos como podemos melhorar, precisamente por termos um termos de comparação. Depois de cada uma das tuas aulas ou consultas, pede feedback sincero aos teus clientes. Críticas construtivas são sempre bem-vindas.

3. Faz da câmara tua amiga

Alguns gurus da comunicação em vídeo sugerem que coles a fotografia de um amigo ou familiar na webcam para sentires que estás a falar com eles em vez de um desconhecido que te vai avaliar. Em todo o caso, trata-se, apenas, de uma barreira física e logística entre ti e o cliente que não difere muito de uma sessão presencial. Ficarias nervoso se o cliente estivesse cara a cara contigo? Então porque é que uma webcam mete tanto medo?

4. Foco no cliente

Durante a vídeo-chamada, diminui a pré-visualização da tua janela de vídeo. Assim passarás menos tempo obcecado com a tua imagem, e mais tempo focado no cliente. Quando vemos a nossa imagem, não só a linha do olhar é atraída para aí, como temos a tendência para retocar o cabelo, mudar de posição porque a luz não é a melhor, e outras coisas que nos distraem e passam em para o cliente. Tenta manter o olhar na imagem do rosto do teu cliente e evitar distrações desnecessárias.

5. Define o teu cenário e luz antes da sessão

No seguimento do ponto anterior, e para teu descanso, prepara o ambiente da tua vídeo-chamada com a devida antecedência – por exemplo, 15 minutos antes. Escolhe o melhor espaço, prepara a luz, escolhe a roupa adequada e testa o teu computador para ver se a ligação está boa para realizares a sessão. Se tudo estiver conforme, a tua única preocupação será ouvir e ajudar o teu cliente.

6. Vence a timidez com um quebra-gelo

Sentirás empatia imediata com certos clientes e zero com outros; é assim que funcionam as relações humanas. No entanto, como bom profissional que és, tens de atender a todas as solicitações. Para te ajudar a iniciar conversa com um cliente menos cooperante, define um quebra-gelo. Por exemplo, podes perguntar se já alguma fez realizou uma vídeo-chamada; ou como correu o dia; ou mesmo referir as condições meteorológicas. Desta forma consegues disfarçar os nervos iniciais e entrar no ritmo.

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